A EXPERIÊNCIA DE QUEM JÁ FEZ MUITO PELO NÁUTICO

Um ex-presidente, um ex-vice-presidente, um ex-vice-diretor de marketing e um visionário que, em 1998, enxergou na reforma do Estádio Eládio de Barros Carvalho um símbolo para o renascimento do Náutico. Uma mesa formada por homens experientes e que contribuíram muitíssimo para a vida do Timbu. Aos mais novos eles puderam dizer o que pode e deve ser feito no atual momento de crise.

Márcio Borba, Paulo Alves, Jorge Queiroz e Raphael Gazzaneo são homens talhados dentro do clube e que conhecem os caminhos do sucesso. Cada um na sua área contribuiu para a renovação ocorrida há cerca de 20 anos e falaram sobre como seria possível retomar o rumo às vitórias na tarde de hoje (07).

“Em 1998 o projeto de ampliação era desacreditado por muita gente. Na verdade quase ninguém acreditava que seria possível fazer como nós fizemos. E foi realizado. Hoje estamos entrando em uma nova batalha porque está provada a necessidade de voltar aos Aflitos. É uma questão de sobrevivência da nossa identidade. É existencial e tem que acontecer até o final do ano. Então precisamos da união de todos mais uma vez”, convocou Rapahel, que coordenou as obras de ampliação do final dos anos 1990.

O ex-presidente Márcio Borba também ressaltou os momentos de união como exemplos fundamentais para a vida do clube, que foi dirigido por ele entre 1996 e 1997. “Um acontecimento como este de hoje, quando temos mais de 400 pessoas reunidas aqui para apoiar este projeto, é histórico também. A volta aos Aflitos vai significar mais 116 anos de vida para o Náutico. Esta é uma causa de todos nós”, afirmou.

Jorge Queiroz, que atuou no marketing no início dos anos 2000 relembrou que, mesmo sem dinheiro, foi possível trazer jogadores como Adriano do São Paulo ou o uruguaio Cláudio Millar. Ele também entende que o retorno aos Aflitos será um incentivo a mais para que o torcedor volte a lotar o estádio e ajude o time a conquistar novos títulos.

“O que a gente fez no passado só se consegue com seriedade, credibilidade e relacionamento. A Confraria sempre foi um grupo com essas qualidades. Num tempo onde não existiam “redes sociais” chagamos a ter mais de 600 colaboradores com muita capacidade de mobilização e de arrecadação de dinheiro. Infelizmente, desencantados com os desmandos em nosso clube essas pessoas se desmobilizaram e hoje estamos aí há 12 anos sem ganhar nada”, comentou.

A emoção quase não deixou o ex-vice-presidente e também ex-diretor de futebol Paulo Alves falar. Em seu pronunciamento lembrou de seus tempos de adolescente, quando o Timbu impediu que o Santa Cruz igualasse o hexacampeonato, até a crise dos anos 1990. Para ele, são necessárias duas ações neste momento: a volta ao estádio dos Aflitos e a oxigenação dos movimentos do clube com a participação da juventude.

“Tem muita gente que não quer a volta para os Aflitos. Mas vamos mobilizar a torcida porque a sua força é muito grande. Nós já fizemos muito e podemos continuar ajudando, mas também alerto para uma atenção especial para com as crianças e jovens. Eles são o Náutico do amanhã. Precisamos motiva-los a estar conosco nessa luta”, ensinou.

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